segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Elogio às Prostitutas

mostrei ser a favor da legalização da prostituição e que não há argumento plausível para ser contra ela. Agora, resolvi abrir uma exceção, resolvi disparar ditirambos às profissionais do sexo, ou melhor, prostitutas.

A prostituta não faz cerimônia, ela é sincera, é direta. Ela quer dinheiro, o cliente quer sexo. Não pede presente, a menos que esse seja o pagamento, como já vi. Não se precisa pagar almoço, cinema, a menos que a garota seja acompanhante. O padrão é em espécie, mas algumas aceitam até perfumes, sapatos e cremes. Tem de todos os níveis para todos os preços. Tem de 20, de 30, de 40, mas tem cliente que boicota acima de 80.

Mas tem garota de programa que faz charme na cama, deve ser universitária que está no ramo para pagar a mensalidade. Não é a essa súcia que direciono meus mais doces elogios, essas não sabem exercer o ofício, não merecem clientes, pois pagar por elas é desperdício. E tem garota que vive de golpes, para vencer concursos de beleza, para aparecer ou se apresentar na tevê. Nem esta, nem aquela são profissionais, são imorais que posam de damas para a sociedade, enquanto furam a camisinha de empresários antes de irem para a cama.

Prostituta de verdade democratiza o sexo, pois está, de todas as formas, aberta a receber os clientes de todas as classes: a, b, c e d; e ainda evita-se bebê. Ela interage, mesmo que metade seja falsidade, mas algumas vezes não são, diz que “se o cliente se diverte, ela também pode”, é a igualdade justa – ela tem orgasmo. E prostituta moral, é aquela que não assume relacionamento, não aceita, sabe que isso não é correto.

Mas a sociedade não é justa, a mesma sociedade que diz que não julga, é a mesma que se ofende quando chamada de prostituta – dá com uma mão, tira com a outra. Hei sociedade, deixe as meninas em paz, deixe-as trabalhar sem problemas – reforço aqui – legalize já.

Dama da noite, meretriz, prostituta, garota de programa, prima, rameira, perva; tanto faz qual seja o substantivo, mesmo que como vocativo, não importa desde que exerça bem o ofício, como bem disse acima. E se exerce, eis aqui meu panegírico para aquelas que fazem isso.



5 comentários:

X disse...

"Mas tem garota de programa que faz charme na cama, deve ser universitária que está no ramo para pagar a mensalidade."

Cara de pau, está prestando um serviço! Não tem o direito de fazer charminho. ELas tem que lembrarem que o cliente sempre tem a razão e está pagando!



"Prostituta de verdade democratiza o sexo"

Exatamente! Prostituta de verdade é sincera e não escolhe o cliente. Ela apenas estipula o seu preço, e quem tiver apto a dispender tal valor poderá ser agraciado pelo sexo da meretriz.


"eixe as meninas em paz, deixe-as trabalhar sem problemas"


Tem que acabar com o preconceito com as profissionais, elas estão exercendo o seu direito de usar o corpo como quiser. Se elas quiserem comercializá-los não há nenhum problema nisso. Elas deveriam ser louvadas pela sinceridade, coisa que carece para as putas de família.

Lobo Sagrado disse...

Em primeiro lugar, feliz natal.

Então... meu conceito de prostituição é bem mais amplo do que o aceito. Para mim, prostituta é toda mulher que usa de seus corpo de maneira sexual em troca de dinheiro. Isso engloba modelos e atrizes.

Por exemplo. Chego numa garota e falo que ela é muito bonita e eu adoraria ver seus seios. Logo, ela responderá: "Você ta pensando que sou o quê?". Se eu tiver sorte, não levarei um tapa.

Mas se eu chegar na mesma garota, me apresentar como olheiro da Playboy e fazer a mesma propsta em troca de 100 mil reais, ela não só irá exibir os seios, como também deixará eu pegar e fazer o que quiser com eles. Quer dizer, a moralidade é relativa e varia conforme a grana envolvida nessa.

Atriz que fica beijando tudo é quanto homem e aprecendo pelada também não passa de puta. O Marcelo Tas chamou as "atrizes" pornos de prostitutas e as feminazis ficaram loucas, quanta hipocrisia! Elas fazem sexo explícito em troca de dinheiro, igual às prostitutas, mas pior, pois fazem abertamente, para todos verem. Não são simples prostitutas, são prostitutas² (ao quadrado).

O próprio feminismo veio com essa de quebrar tabus e liberar a sexualidade das mulheres. Hoje muitas usam isso pra ganhar dinheiro fácil na prostituição e pornografia, e agora as feminazis nos acusam de opressores e tratam essas vadias como vítimas. Vítima sou eu, que terei de dar 10 aulas para um centenas de alunos indisciplinados durante um dia todo para ganhar o mesmo que uma prostituta mais ou menos ganha abrindo as pernas por 1 hora.

Abraços.

Maringa disse...

Concordo plenamente. Ainda hoje estava discutindo isso com um cara pelo Orkut, um cara que era contra a legalização da prostituição. Deveria ter esfregado seu texto na cara dele.

Anônimo disse...

Será que a legalização da prostituição seria realmente vantajoso para os usuários desse serviço?

Creio que, toda atividade legalizada possui uma carga tributária e não seria diferente com as prostituta. Isso afetaria, de forma significativa, clientes de baixo poder aquisitivo.

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Gostei muito do seu blog, M.R.
Continue escrevendo que você tem talento.

Anônimo disse...

As gatas de programa sao mulheres boas, elas so democratizan o sexo, elas precisan muito respeito. As universitarias nao tem que prostituir, elas sao malandras, que so quer tudo facil e elas odeian estudo, nao quer fazer esforço nehum.