segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Um Assunto que Haviamos Esquecido

Não consigo compreender como pode um menor de idade comprar preservativo, mas, em contrapartida, não poder pagar pelos serviços de uma garota de programa. Não entendo como temos 400 mil gravidezes na adolescência por ano, e a venda de materiais eróticos ou pornográficos seja vetada aos menores de idade.

Ao que me parece, há, ainda, muito preconceito com relação à prostituição. Veja que, a legalização da prostituição é um bem a ser feito pela sociedade. A legalização trará melhor condição para as profissionais e para os clientes, pois, normalmente, tem que dividir o mesmo espaço que o tráfico de drogas. Os clientes e garotas de programa vivem marginalizados (e por que não dizer segregados?).

Se um adolescente, aos 16 anos, goza de faculdades intelectuais plenas para escolher quem governará seu município, estado, país, por que este mesmo adolescente não pode fazer sexo (consentido) com uma prostituta? Veja que, o problema, evidentemente, não é fazer sexo, mas é pagar para fazer sexo (caracteriza-se o art. 228 do Código Penal). Mas, ora, qual a diferença entre comprar um carro para conquistar (e fazer sexo) uma garota e pagar a uma garota (que quer receber) para fazer sexo? Não vejo nenhuma, obviamente. Aliás, diria que a primeira é completamente imoral, pois o interesse é dissimulado.

Os programas de tevê invadem nossos lares, exibindo mulheres seminuas, deificando mulheres que posam nuas, tratando famosas que fazem (ou fizeram) filmes pornográficos com o maior respeito, fazendo sempre a ressalva de que não se deve ter preconceito. As músicas que tocam nas festas, nos próprios programas de tevê, que fazem sucesso, normalmente, possuem forte conotação sexual ou sentido duplo. Tudo é ligado ao sexo. Por que não legalizar?

Legalizem a prostituição e dêem liberdade aos menores de 18 anos para desfrutar dos serviços de mulheres sinceras.

Dessarte, não há argumento para manter a prostituição na ilegalidade. Está na hora de pararmos com hipocrisia e redenção a determinados preconceitos – custo a julgar – religiosos, pois estes não correspondem com a necessidade real. O que não falta é bordel (alcoice, lupanar, etc.), e não faltam, também, adolescentes fazendo sexo e contribuindo para degradação da sociedade, pois 400 mil gravidezes indesejadas fazem o sinal de que a sociedade não caminha para um bom lugar.

3 comentários:

Anônimo disse...

Perfeito, eu tambem vou ecrever sobre o tema.
esta parte matou a pau;
" Se um adolescente, aos 16 anos, goza de faculdades intelectuais plenas para escolher quem governará seu município, estado, país, por que este mesmo adolescente não pode fazer sexo (consentido) com uma prostituta? "
www.cristiancosta.com

Aline disse...

Engraçado como as pessoas aceitam alguns absurdos enquanto ficam chocadas com qualquer menção à palavra sexo... O mundo é hipócrita mesmo...

E o seu texto, rapaz, está maravilhoso, hein?! Você escreve cada vez melhor.

Bjão!
\o7

Maringa disse...

Ao mesmo tempo que oficializam funk como movimento cultural, mantém a prostituição na obscuridade. Isso é uma hipocrisia violenta.