segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Resposta à Carta da UNE - Parte 2

No dia 04 de novembro fiz uma resposta à carta da UNE a respeito do ocorrido na Universidade Bandeirante, a UNE não se deu por satisfeita, resolveu fazer outra carta, a qual responderei nas linhas que seguem.

Já de início tem-se, novamente, o equívoco em dizer que “Episódio de violência sexista acaba em mais uma demonstração de machismo”. Não. Como disse na resposta à carta primeira, a ação dos alunos (e agora da universidade) não é machista, sexista, ou coisa que o valha, pois não foi uma ação contra “a mulher”, mas contra “uma mulher”, inclusive, como dito, porque muitas mulheres não se enquadram no perfil da aluna e muitas mulheres participaram da ação contra a aluna. Desse modo, dizer que a ação é sexista é uma generalização estúpida.

A carta continua: “foi vítima de um dos crimes mais combatidos na sociedade, a violência sexista, que é aquela cometida contra as mulheres pelo fato de serem tratadas como objetos, sob uma relação de poder desigual na qual estão subordinadas aos homens”. Sobre o sexismo, voltar ao parágrafo anterior; agora sobre “relação de poder desigual”, cabe aqui perguntar a que se deve uma lei inconstitucional como a Lei Maria da Penha, lei esta que privilegia um sexo. Eis um caso evidente de “poder desigual”.

Mais a frente: “A Universidade, espaço de diálogo onde deveriam ser construídas relações sociais livres de opressões e preconceitos...”. Gostaria de saber como seria recebido caso manifestasse a minha opinião sobre o assunto em uma universidade. E ainda no mesmo parágrafo: “... dando sinais de que vive na era das cavernas”. Ora, melhor seria se, talvez, vivêssemos na “era das cavernas”, era esta onde o sexismo reinava, pois os homens (machos) impediam as mulheres (fêmeas) de saírem para enfrentar os mais perigosos animais em busca de alimento, pois as deixavam “trancafiadas nas moradas”.

E sim, é natural do homem (macho) que ele queira espalhar os genes conforme tenha vontade e seja possível, isso se dá no desejo sexual muito acima do desejo sexual feminino (que é o de dar vida apenas a uma prole). Só que, como animais racionais, é dever nosso usar a racionalidade e não sair estuprando – no caso dos homens – quem aparecer a nossa frente, e não sair por ai expondo o corpo (inclusive partes íntimas) a quem não pediu para ver – no caso da aluna.

Essa é uma das partes mais risíveis da carta: “os homens podem até andar sem camisa, mas as mulheres devem seguir regras de conduta e comportamento ideais, a partir de um padrão estético que a condiciona a viver sob as rédeas da sociedade, que por sua vez é controlada pelos homens”. Não, os homens não podem andar (na faculdade) sem camisa. E nos outros casos, querem vocês, mulheres, sair por aí sem camisa? “Sociedade controlada pelos homens”. Hilário. Vale dizer que se não fossem os homens, mulheres não teriam direito ao voto, ao trabalho e ao estudo e, mais, não conseguiriam aprovar projetos de lei absurdos.

Aqui reside a contradição feminista: “A mulher é vista como uma mercadoria – ora utilizada para vender algum produto, ora tolhida de autonomia e direitos, ora violentada, estigmatizada e depreciada”. O.k., a mulher é utilizada para vender produto, sou, então, forçado a questionar quem obrigou a mulher a fazer propaganda de algum produto. Devemos procurar resolver isso, pois ninguém pode ser obrigado a fazer o que não quer fazer. Também seria bom saber quando a mulher é violentada, estigmatizada e depreciada.

Em suma, a carta, como mencionado na resposta primeira, carece de argumentação lógica, de imparcialidade e de respeito para com os homens. A carta, vale ressaltar, faz questão de mostrar a indiferença para com o sexo masculino, caindo, então, no erro que querem apontar (onde não tem): o sexismo.

3 comentários:

Nilton Geo disse...

O triste é que não importa se textos como esses tem ou não lógica ou razão. O que importa é o teor panfletário

Maringa disse...

Agora de pouco estava assistindo na MTV a reprise do MTV Debate. Aquele lixo é tendencioso e tanto uma parte como outra estava defendendo a jovem. Quem parecia ter uma ideia um pouco mais sensata acaba ficando intimidado e trocava de lado, maquiava a própria opinão. E não apareceu nenhum homem pra jogar na cara daquela gente que NÃO HOUVE machismo ali - sim, o presidente da UNE tava batendo nessa mesma tecla. Não convidam blogueiros como nós pra debates assim porque tem medo das nossas opiniões rsrs

Abraço Max

Vandrade disse...

É uma pena que seu texto seja restrito há uma quantidade pequena de gente. Tu devia mais é dar um jeito de esfregar ele na cara dessas estudantes imbecis.