segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Pagode, Forró e Cachaça


Eu dancei e cantei, mas não estava bêbado. No aniversário de Neto, bebida alcoólica, para alguns, era água. No aniversário de Neto, onde eu não era o único ateu, cantamos “que Deus lhe dê...”. Eu queria cantar “derrama satã sobre ele seu horror...”, o que tem o mesmo valor daquela, mas teria mais graça, pelo menos pra mim, não tanto para o aniversariante e os demais lá presentes.

O aniversário (a festa) começou bem, graças a Alex que, logo no inicio, falou para a sua mulher, que está grávida e que estava deitada no sofá: “se quiser feijão, fale!”. Depois disso passei boa parte do início da festa jogando dominó mais uns confrades. Incrivelmente, não consegui vencer muitas partidas – dominó é o meu forte. Agora em sinuca eu me dei mal totalmente – sinuca é meu fraco, preciso praticar.

Tudo corria normalmente. Eu ouvia Korn no mp4 de Kapeta, até que Binho e Geovane me chamaram para a beira da piscina. Disseram que tinham algo a me dizer, algo sigiloso. Fiz questão de tirar o dinheiro que havia no meu bolso e guardar. Estava eu lá, me esgueirando para saber o que eles tinham a dizer e, do nada, alguém (Salatiel) me levanta e sou jogado na piscina.

Estava tudo bem até que me empurraram na piscina, mas foi a partir daí que pude observar a festa mais aproximadamente. Foi a partir daí, que meio revoltado inconscientemente, resolvi criar pânico e me aproveitar da cena em que vi Eron sentado e de cabeça baixa a beira da piscina. Aproveitei-me da situação para gerar pânico: fui dizer a todos “Eron está vomitando a beira da piscina” – obtive êxito, mas era dor de joelho que Eron sentia.

Entre uma música de forro e uma de pagode, observei Bó beber vinho e cerveja como se fosse água. Observei, também, Bó cair no chão.

Cheguei a brincar de “Pi”, mas a condição era de que Bó beberia por mim. Participei porque fiz, indiretamente, um acordo com Bó: eu queria ver o circo pegar fogo e ele queria um motivo qualquer para beber. Mas na brincadeira eu participei de forma séria – errei sem querer.

Por vezes eu caía no ostracismo porque não queria dançar “vai seu derrubado, cagoete descarado...”, música, vale lembrar, que tocaram diversas vezes. Caía no ostracismo também, porque não queria beber nada e nem comer nada. E algumas vezes confabulei com Pedro "assuntos de bastidores".

No final de tudo, eu, sem camisa, cantei e dancei algumas músicas, mas que não eram nem pagode, nem forró.

Feliz Aniversário, Neto.

3 comentários:

Marcelo! disse...

Sucesso! AHHAHAHAHA!

Filipe disse...

Vc eh very crazy! xD

Aline disse...

Adorei esse texto... Mais pessoal que os outros.
Deu pra visualizar todas as cenas... xD

E parece que apesar de tudo, vc curtiu a festa... ^^
Foi jogado na piscina...! Nossa! hauhsuahsuahus

Enfim... Bjo!
\o7