segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Discrepância dos Sexos - Parte 1

Há uma discrepância concernente ao ônus vivencial de homens e mulheres. Esse ônus passa despercebido, pois o aparente nunca é tomado pelo real – as pessoas acreditam que a vida masculina é mais simples, mais confortável e a vida da mulher é sofrida e mais complexa. No presente artigo caberá a mim, dissecar tal discrepância, mas, no momento, referente apenas ao âmbito dos relacionamentos afetivos.

Tenho visto muito homens dizerem ser desapegados em relação às mulheres; que agem de acordo com as próprias vidas; que vivem em função de si mesmos. A grande questão é que esses mesmos homens são, em realidade, escravos das mulheres e que, no final de tudo, enganam apenas a si mesmos e aos observadores incautos.

No que diz respeito aos relacionamentos afetivos (de curto, médio e longo prazo) os homens estão de joelhos ante as mulheres. Mulheres vivem suas vidas mais confortavelmente, não possuem grandes metas - ressalto: nos relacionamentos - a cumprir. Portanto, dissequemos a disparidade.

Qualquer um sabe que, o dever de conquista cabe sumamente ao homem, pois, na condição de macho, ele é a parte ativa de qualquer relacionamento (inclusive, é claro, por questões anatômicas, vale dizer), qualquer tentativa de dar início a este. Reconhecendo esse princípio, cabe agora falar qual parte a mulher faz nessa questão: nenhuma, basicamente. Veja que, à mulher, cabe apenas a condição de existência para que ela seja cortejada por um homem (ou por homens). Agora, ao homem, acabe uma lista de pré-requisitos – antes de iniciar o relacionamento – e uma lista de requisitos – uma vez iniciado o relacionamento.

Para o homem despertar a atração feminina, hoje, ele precisa despender quase tudo o que tem ou além, em termos financeiros, com roupas, acessórios (quando não com automóveis também), sem contar, é claro, quando ele precisa mutilar sua própria personalidade e também seu corpo (assisti a uma seção de aplicação de anabolizantes em garotos e todos eles faziam menção às mulheres, garotas, que conquistariam após estarem com os corpos “bombados”). Mas isso tem uma explicação. Os homens fazem isso porque determinam que o valor de um homem esteja intimamente ligado ao número de mulheres por que ele se relaciona e quantas vezes ele faz sexo (dois pontos precisam ser lembrados como prova: 1. a supervalorização do beijo, fato evidenciando com a quantidade de garotos e homens que vai a festas apenas para beijar*, caso contrário, saem de lá depressivos, minimizados por si próprios [pelos motivos supracitados]; 2. em discussões, onde sejam ditas coisas como estas que digo aqui, mulheres costumam desaprovar o interlocutor chamando-o de “virgem”, “pega-ninguém”, veja que a desaprovação em relação baixa quantidade ou nenhuma de parceiras sexuais, também, é medida de valor até pelas próprias mulheres, as mesmas que dizem “mulher não pode ser promiscua porque é vadia, homem pode ser porque ele é o “pegador”, “o bonzão” – é um argumento duplamente cego e completamente risível e desmerecedor de contra-argumentação).

*Veja que eles vão a festas apenas para beijar, ou seja, eles correm o risco de saírem de lá sem conseguir tal “façanha”, agora, lembre, caro leitor, que antes de irem a balada eles já gastaram dinheiro com roupas, acessórios e com a entrada para a balada (entrada esta que muitas vezes as mulheres nem pagam; seja por cortesia da casa; seja porque algum homem pagou para ela).


Fique atento, dia 25/01 atualizarei este artigo com a segunda parte.

1 comentários:

Filho disse...

"""Para o homem despertar a atração feminina, hoje, ele precisa despender quase tudo o que tem ou além, em termos financeiros, com roupas, acessórios (quando não com automóveis também), sem contar, é claro, quando ele precisa mutilar sua própria personalidade e também seu corpo ."""


Isso , é por que está se falando da mulher no seu auge atrativo . Quando a idade vai chegando , a exigência diminui , podendo até algumas tomarem iniciativa quando notam um 'bom partido' para suas satisfações utiliristas . No entanto , se elas puderem , após o casamento ( e a vida 'garantida' ) , elas buscarão amantes usando as mesmas bases de exigencia quando eram solteiras .