A mídia mente, a mídia distorce a realidade, a sociedade se deixa levar por essas mentiras e as propaga. Uma dessas mentiras é de que uma mulher gosta de sexo tanto quanto um homem. Aqui, demonstrarei quão falso esse fato é.
Antes de tudo, precisamos saber o que é “gostar de sexo tanto quanto um homem”. Homens gostam de sexo? Ora, pensei que querer fazer sexo envolvesse a questão biológica, desse modo, animais é que gostam de fazer sexo, o que tornaria necessária a reformulação da sentença para “mulheres gostam de sexo tanto quanto qualquer animal”. Ora mais uma vez, não é comum que fêmeas façam tanto “sexo” quanto os machos de suas espécies, elas não possuem a mesma inclinação, elas não possuem a capacidade além de um filho por vez. Assim sendo, há algum erro, ou melhor, há uma mentira. Primeiro, enquanto animais racionais, não é apenas a questão biológica que nos inclina a fazer sexo, pois sexo em sua grande parte é abstração, fantasia e animais irracionais não são capazes de tais coisas – eis o significado de não viver (somente) segundo o instinto e o porquê de haver uma linha tênue entre assexualidade humana e animal. Segundo, mulheres não gostam de sexo em si e direi por quê.
Uma vez que se sabe que não é – somente – a biologia que nos propulsiona a fazer sexo, pois sexo como conhecemos é abstração em demasia, fica-nos evidente que uma mulher jamais gosta tanto de sexo quanto um homem, isto é, pela via biológica, esta afirmação já está desacreditada. Agora, enquanto animais racionais, essa afirmação também é falsa, pois se não é a questão biológica que move a mulher, então são questões sumariamente “humanas” que a propulsiona a fazer sexo – conquanto o “amor” seja uma invenção humana, esse não é um dos motivos que leva uma mulher a fazer sexo – mais adiante saberemos quais são estas questões. Outra evidência em prol do fato, aqui, esclarecido é de que, grosso modo, se mulher gostasse de sexo em si, a prostituição teria findado, porque a mulher transaria como se em estado permanente de cio vivesse, e sabemos que não é isso o que acontece.
(Nem mesmo o homem gosta de sexo em si, pois já pararam para observar uma cena de sexo – ao vivo ou em película - sem se deixar levar pelo desejo e perceber quão enfadonho é o mesmo? A diferença é que homens por terem um desejo sexual maior – via biológica - e não se importarem tanto com questões externas à mulher – via social, humana – eles são menos seletivos.)
Em vista disso, um clichê deve ser dito: mulher é interesseira. Sim. Eis a verdade, tão dita por aí afora, mas sempre rebaixada ao caráter de simples pilhéria. Contudo, que uma coisa fique clara: ser interesseira não envolve tão somente a questão material, é fato que mulheres fazem sexo por causa de dinheiro – assim como cafajestes fazem com gays em troca de cerveja, feijoada e voltas de carro -, mas status social – que nem sempre envolve questão financeira -, isto é, a mulher faz sexo com determinado homem – e, hoje, ouso dizer, com mulheres também (sei que não há “intercurso sexual safista”) – por conta do que tal homem pode proporcionar a ela ante os outros, ou pelo que ela acha que tal homem representa – a imagem que a mesma tem de determinado homem. Deste modo, angariar um emprego, melhor emprego ou cargo; conseguir objetos de valor como jóias e outros dessa sorte; ascender status social, são, em suma, os motivos pelos quais mulheres fazem sexo, e não pelo sexo em si, pois sexo em si não presume seletividade estética, melhor condição de vida social e muito menos automóveis, viagens, roupas e utensílios novos. Sexo em si presume apenas uma coisa: sexo.
Portanto, resta-nos apenas uma pergunta: prostitutas gostam de sexo, ou gostam de dinheiro? Deixarei com que a consciência do nobre leitor responda por si só.
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Mulher Não Gosta de Sexo
Postado por Max Rodrigues às 01:23 14 comentários
Marcadores: biologia, instinto, mulher, mulher gosta de dinheiro, mulher interesseira, mulher não gosta de sexo, sexo
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
O descaso de um caso
As pessoas estão preocupadas com o próximo capítulo da novela, com a próxima festa, com a próxima semana de moda, em se enquadrarem nos padrões comportamentais e estéticos, enquanto a sociedade se degrada de pouco em pouco.
Não é de agora que se sabe da existência de bullying, mas, pelo menos, por agora há um melhor olhar, mesmo que tímido, acerca desse assunto. Bullying é a agressão física e psicológica contra pessoas mais “fracas”. É muito comum dentro de escolas.
As pessoas possuem (ou parecem possuir) uma natureza estúpida, servil. As pessoas vivem a valorizar aqueles que mais são desprezíveis. Parece que elas vivem num ciclo de escravo e senhor. Querem umas as outras impor suas vontades e excluem as que assim não desejarem, mas, por outro lado, sucumbem ao encontrarem alguém mais desprezível que elas e, desse modo, se tornam servis e verdadeiros animais adestrados. Isso é também um espírito de rebanho reprimido.
Nos colégios se pode muito bem observar que, os professores mais tolerantes são os menos respeitados, em contrapartida que os mais “carrascos” costumam ser os mais queridos e admirados. O mesmo acontece de aluno para aluno. Os alunos se unem para tirar sarro daqueles que não estão inseridos nos padrões que eles determinam (aliás, que eles acham que determinam), seja estético, seja comportamental. O fato é que, precisa-se estar em dia com gírias, roupas, músicas e “beleza” do momento. Daí, quem não estiver, passa a ser ridicularizado, a ser alvo de todo o tipo de mofa. E, na contracorrente, a direção de os colégios nada faz, apenas se mantém omissa. Os professores também, mas esses muitas vezes também sofrem (os tolerantes), mas há quem participe de as brincadeiras (os carrascos).
Muitos professores, diversas vezes, nada podem fazer, porque os alunos abusam de uma falsa autoridade, que acham que possuem, para recriminar os professores. Nos casos de colégios particulares, é comum ver alunos falando “vou mandar o meu pai o demitir” E nos colégios públicos, o uso da violência armada, da ameaça constante de morte.
Hoje se delega deveres, mas nunca direitos aos professores. Tudo é permitido e o professor que aceite calado.
As pessoas vivem preocupadas em demasia com cotas de raça, de gênero; leis de gênero, de sexualidade, e esquecem que para restaurarmos a sociedade é preciso que eduquemos as pessoas (penso que, seja por bem, seja por mal). E que, se quisermos uma sociedade melhor, lá na frente, teremos que educar nossas crianças e adolescentes hoje, até porque a de hoje e os mais velhos de amanhã, estão condenados. Para qual lugar vai uma sociedade em que universitários vão à universidade para fazer farra quando, na verdade, deveriam ir para estudar e tão-somente isso?
É preciso que olhemos para o passado a fim de que possamos ver o que deixamos de bom lá atrás.
Se quisermos por ordem a tudo isso temos três passos para o começo que são fundamentais: por as mães de volta à casa, para que cuidem do lar e das crianças, pois hoje elas (as crianças) estão sendo criadas por babá, a autoridade (a mãe) que deveria estar no lugar foi trocada por alguém (a babá) que pode ser demitido caso a criança ou adolescente não a aceite; dividir colégios e turmas por sexo, pois isso é saudável, uma vez que está de acordo com as diferenças biológicas; e, por fim, punir de forma severa quem pratica bullying.
Vamos parar de parcialidade e de hipocrisia, se se quer buscar o respeito, que busquemos o respeito à todos.
